liames
conectando as samambaias
Blogroll
NuvemDeTags
para falar de peixe…
Dourado, vive no rio parado nadando contra a correnteza. Na batalha do movimento contra o movimento.
Papa-terra, vai por baixo, o solo carinhando o pandú pro alimento. Alimento e carinho, carinho e alimento.
Aruanã… um amante, de uma única companhia pra vida. Aqui a fêmea caça e o macho se ocupa da cria, metendo a prole na boca ao primeiro sinal de perigo. Na caça pessoal se lança vertical ao ar, fora d’agua, da mira certeira alimentado está.
Tucunaré vive na boa. Gosta da encosta, do barranco. Nas águas paradas ele para, mas gosta mesmo é do movimento do alimento vivo e nadando, corrida e caça.
Arraia, pipa do rio. Plaina no ar, tímida, fica na areia escondida. Rabiola de ferrão; pisa nela não!!! Se não há quietude, ela sai de tempo, caça boa é paciente e silenciosa.
Maria Farinha. Bicho do mar. Longe de mim. Entra e sai do buraco. Curti o sol. Defende o buraco. Sei o que ela é não. Mas, é bão. Na maré cheia o buraco deve ficar um trem que não vi não.
Pirarucu, famosa pirosca. Rio! Grandão, brilhante, forte, uma dama de brilhantes. Cobiçado. Em extinção. Nutri-se dos menores, um grande caçador que achou seu algoz: invejoso!
Boto. Mito. Rosa. Condenado. Raro. Mais. E. Mais.
Jacaré. Boia. Toma sol, pega de fora. Afoga, morde, dança e gira. Olhos vermelhos da noite à luz de lanterna amarela.
Martim Pescador mergulha e mergulha. Erro e acerto. Mergulha e mergulha.
Piau, esse peixe é divertido. Vive de bando. Tem vários tipos. Piau Flamengo curiosamente foi o que mais vivi. Eita, mas tá pensando, ele é amarelo e preto. Flamenguista é bicho folgado né?! Se apropriaram das listras… adoro! Piau luta com linha, peixe pequeno e valente. Ligeiro busca segurança mais no fundo ou em buraco de pedra.
Baleia depois de Pinóquio tudo é consequência. Mama amamenta.
Pescadora é minha avó que acreditou e arrastou gerações pela linha de amor. Nunca a vi nadar, só andar, e, pescar. E, amar amar amar. Tudo desagua lá. E volta pra cá.
Água-viva! Pulso, coração, sístole e diástole! Pulsa, queima; lembra?
Pintado deve vir de seus bigodes compridos. Coisa de Dalí. Não vejo mais. Suas pintas. Nem aqui nem poralí.
Sapo começa de girino. Meio peixe começa a nado, cresce e salta pra fora. Mas sempre volta pra água. Lá namora e desova.
Piabinha, engole e aprende a nadar. Reza a lenda popular!
Eu mergulho. Vivo peixe a cada submersão.
Lu do Rio Celeste
Publicado em paisagens e percepções sonoras
2 Comentários
(((Convite)))
Publicado em paisagens e percepções sonoras
Com a tag criação, dança, som, vídeo instalação
Deixe um comentário
salto submerso
fotos por Rafael Emílio
Publicado em paisagens e percepções sonoras
Com a tag água, corpo, dança, paisagens
Deixe um comentário








